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  • Breve história
  • + Breve história das publicações

    + 1a. Fase: dos primórdios até 1930

    + 2a. Fase: 1930 - 1970

    + 3a. Fase: 1970 - 2000

    - 4a. Fase: Século XXI

    + Considerações finais

    + Algumas estatísticas

     

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  • 4a. Fase – Século XXI

    Esta quarta fase traz quatro importantes novidades nas circunstâncias e características das publicações do repertório sacro brasileiro dos séculos XVIII e XIX:

    1) a participação de empresas privadas, através de leis de incentivo à cultura, no financiamento das publicações;

    2) vasta utilização de softwares de música para editoração das obras;

    3) preocupação com as partes para execução;

    4) divulgação das obras por meio digital.

     

    O Projeto Restauração e Difusão de Partituras foi pioneiro na utilização de recursos de empresas privadas, no caso a Petrobrás, para publicação de obras sacras do período aqui considerado. Durante três anos foram editadas obras presentes em manuscritos do Museu da Música de Mariana, ao todo 51, todas dos séculos XVIII e XIX e de diversos autores. Essas edições foram realizadas com critérios musicológicos precisos, com aparatos críticos detalhados, além de textos introdutórios, estudos do texto literário e análises sucintas das obras. Além da publicação em papel, todas essas partituras encontram-se disponíveis digitalmente no site do Museu da Música de Mariana, www.mmmariana.com.br. Apenas as partes para execução ainda têm circulação restrita. Um elemento diferenciador importante nesse projeto é o fato de todas as obras terem sido gravadas e lançadas em CDs. O projeto teve a coordenação geral do musicólogo Paulo Castagna e nossa coordenação editorial.

    Comemorando os 200 anos de morte de Lobo de Mesquita, o Museu da Música de Mariana publicou em 2005 cinco obras desse importante compositor mineiro. A publicação, patrocinada pela Caixa Econômica Federal, teve a coordenação geral de André Guerra Cotta e a coordenação editorial de Marcelo Hazan. É extremamente bem cuidada do ponto de vista musicológico, das informações contidas e no aspecto gráfico.

    O maestro Marcelo Pontes publicou em 2006 e 2010 29 obras sacras e religiosas de compositores mineiros dos séculos XVIII e XIX, além de outros itens fora do âmbito desta pesquisa. A série, intitulada Ouro de Minas, foi patrocinada pela Natura, e tem a peculiaridade de poder ser adquirida apenas sob encomenda, a partir das informações contidas num catálogo on-line (www.editorapontes.com.br). Estão disponíveis também as partes para execução.

    O mesmo procedimento de encomenda a partir de um catálogo on-line é adotado pela Academia Brasileira de Música (ABM) (www.abmusica.org.br). A série, intitulada Banco de Partituras, abarca composições de autores brasileiros de todas as épocas. Do período que nos interessa estão disponíveis até agora 16 partituras, bem como as partes para execução. À frente da publicação dessas obras sacras está o maestro Ernani Aguiar.

    O site internacional Choral Public Domain Library (www.cpdl.org) disponibiliza on-line, gratuitamente, uma grande quantidade de partituras obras sacras e religiosas brasileiras dos séculos XVIII e XIX. O material, embora constituído em sua maioria apenas de cópias, é mais um veículo para divulgação do repertório em questão.

    A FUNARTE continuou atuante na publicação de obras sacras brasileiras dos séculos XVIII e XIX. Em 2002, foi lançada a série Música no Brasil, sob a coordenação do pesquisador Ricardo Bernardes. A coleção contém seis volumes, dos quais cinco estão dentro dos limites desta pesquisa. Foram publicadas 37 obras de compositores brasileiros de várias regiões. Há ainda duas obras do compositor austríaco Sigismund Neukomm (1778-1858), que viveu no Brasil no período de 1816-1821. O volume VI é uma reprodução das já conhecidas doze obras resultantes da coleção Música Sacra Mineira.

    O musicólogo Régis Duprat continuou em sua trajetória editorial, lançando em 2004 o terceiro volume da coleção Música do Brasil Colonial, contendo mais 10 obras sacras de compositores mineiros dos séculos XVIII e XIX.

    Mencione-se, ainda, duas obras publicadas em 2004 pelo pesquisador Marshall Gaioso Pinto, de Goiás, com o apoio da Agência Goiana de Cultura: a Missa do Divino Espírito Santo (CMSRB-097/025), de autoria discutível, e o Credo de São José do Tocantins (CMSRB-040/002), de compositor anônimo.

    A mais recente iniciativa editorial focalizando, embora não exclusivamente, a música sacra dos séculos XVIII e XIX, é o projeto Patrimônio Arquivístico-Musical Mineiro (PAMM), com recursos da Secretaria de Cultura de Minas Gerais. A coleção conta com dois volumes, lançados em 2008, dedicados aos compositores Lobo de Mesquita, com nove obras, e Jerônimo de Sousa, com quatro obras. Tivemos o privilégio de integrar a equipe do projeto, com a coordenação do musicólogo Paulo Castagna. Além do material impresso, todas as obras estão disponíveis gratuitamente no site www.cultura.mg.gov.br/pamm, tanto as partituras como as partes para execução.

     

  © Carlos Alberto Figueiredo